HORIZONTE
Bira Anchieta
Horizonte...
Audácia ...
Tamanho de cada homem...
O horizonte, ao poente
do mundo culto e antigo,
guardado por monstros,
acabava em abismos.
O sistema egogeocentrado
com correias da inquisição
amarrava idéias.
Até que...
um ovo cozido!
cortou amarras,
derrotou monstros,
fez ponte nos abismos.
Varando medos,
impulsionados pelos ventos da ousadia,
barcos trouxeram,
gigantes e velozes centauros,
que conquistaram e destruíram
povos antigos e avançados,
- sem conta de marcas de luas -.
Ao sul... da linha do Equador,
poucos anos depois
da primeira gaivota anunciar:
terra firme!
“descobriram” outras terras.
Fizeram nova invasão!
tal como lá,
conquistaram e destruíram.
Proteína, iluminação, abrigo e dobrões,
era o gado que os soldados da fé
plantaram nas livres Vacarias
dos Pinhais e do Mar.
Serviu, culturas e comunidades
brilhantes e estruturadas,
que o bandeirante
e a cobiça de Algarve e Castela,
aniquilaram.
Semearam estâncias.
Marcos de posse e colonização.
Latitudes e longitudes
delinearam os mapas.
Nasceram Pátrias.
Aconteceram guerras
por brilhantes, metais e limites.
Morreram milhões.
Tantos, quanto a satisfação
de quem fomentou discórdia,
para lucrar e ganhar poder.
A mutante geografia
sinaliza acomodação de fronteiras.
São desenhos quase permanentes,
e o horizonte...
ficou mais largo e sem mistérios na Terra.
O homem, insatisfeito e inquiridor,
manejando cavalos alados
conquistou as alturas.
Pisou na ternura da lua.
Intrépido,
continua seu rumo
na direção do infinito,
buscando horizontes
muito além das estrelas.
Poema que em cada lírica descrição revive a história. Parabéns pelo poema e pelo blog, mais um ponto de encontro onde os poetas e amantes da poesia virão buscar inspiração...
ResponderExcluirCaro poeta, cá estou por convite do escritor e poeta Alberto Afonso Landa Camargo. Meus cumprimentos por sua verve poética, que a inspiração, lhe seja companhia constante.
ResponderExcluirNadir