sexta-feira, 23 de março de 2012

HORIZONTE


Bira Anchieta


Horizonte...

 Audácia ...

Tamanho de cada homem...

O  horizonte, ao poente

do mundo culto e antigo,

 guardado por monstros,

  acabava em abismos.

 O sistema egogeocentrado

com  correias da inquisição

 amarrava  idéias.

Até que...

um ovo cozido!

 cortou   amarras,

derrotou  monstros,

 fez ponte nos abismos.

 

Varando medos,

impulsionados pelos ventos da ousadia,

barcos trouxeram,

gigantes e velozes centauros,

que conquistaram e destruíram

povos antigos e avançados,

- sem conta de marcas de luas -.

Ao sul... da linha do Equador,

 poucos anos depois

 da primeira gaivota anunciar:

  terra firme!

“descobriram”  outras terras.

Fizeram nova invasão!

 tal como lá,

conquistaram e destruíram.

 Proteína, iluminação, abrigo e dobrões,

era o gado que os soldados da fé

plantaram nas livres Vacarias

dos Pinhais e do Mar.

Serviu, culturas e comunidades

brilhantes e estruturadas,

que o bandeirante

 e a cobiça de Algarve e Castela,

aniquilaram.

 Semearam estâncias.

Marcos de posse e colonização.

Latitudes e longitudes

 delinearam os mapas.

Nasceram Pátrias.

Aconteceram guerras

 por brilhantes, metais e  limites.

Morreram milhões.

Tantos, quanto a satisfação

de quem fomentou discórdia,

para lucrar e ganhar poder.

A mutante geografia

sinaliza acomodação de fronteiras.

São desenhos quase permanentes,

e o horizonte...

 ficou mais largo e sem mistérios na Terra.

O homem, insatisfeito e inquiridor,

 manejando cavalos alados

conquistou as alturas.

Pisou na ternura da lua.

 Intrépido,

continua seu rumo

na direção do  infinito,

buscando horizontes

muito além das estrelas.

2 comentários:

  1. Poema que em cada lírica descrição revive a história. Parabéns pelo poema e pelo blog, mais um ponto de encontro onde os poetas e amantes da poesia virão buscar inspiração...

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  2. Caro poeta, cá estou por convite do escritor e poeta Alberto Afonso Landa Camargo. Meus cumprimentos por sua verve poética, que a inspiração, lhe seja companhia constante.
    Nadir

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